Em meio a uma gripe daquelas( pensem!) com direito à febre, a dores de cabeça e de toda a sintomatologia que tenho direito, logo hoje, dia do espumante, do vinho... Acontece!
Acordando, há pouco, depois de uma noite inquieta, confesso que tentei orar, mas o mal estar gripal insistia em me desafiar e como não achei interessante desafiá-la resolvi colocar para fora algum de meus barulhos, pelo menos essa noite. Se vai vingar? É ver para crer... Acho melhor ficar com a célebre frase do Vattimo: " Crer que se crê", ou seja: vamos ter incertezas e dúvidas para que, a partir de então, possamos ter fé, certeza e/ou convicção(apesar de não gostar muito da idéia de convicção, levando em conta que uma convicção pode enferrujar os pensamentos...). Vamos avante para ver se a idéia de blogueiro dê certo! Antes que eu me esqueça, o título não é fiel ao texto, mas...
Parafraseando Shopenhauer: na vida, devemos evitar o mal e não sairmos em busca de alegrias como bobos alegres, em trios elétricos com toques comerciais e excludentes, tomando essa ou aquela cerveja, imprimindo um padrão de consumo e um falso poder de atração e/ou sedução, ratificando, como diz um amigo:" É a proposta...". Ou seja, a velha proposta da imagem, do consumo, do neoliberalismo que tanto ilude os olhos daqueles que se encantam com essa armadilha. Explico: ao invés de aceitarmos nossas limitações, mais uma vez peço permissão ao Arthur Schopenhauer, amando-as, corremos atrás dos anestésicos da vida. Ora se fosse pelo menos um anestésico de ordem política, filosófica, etílica(com medidas hedônicas!), mas se trata de um tipo de opiáceo vazio em que se predomina a fugacidade da futilidade.
Na vida, é necessário o gosto pela própria vida, é gostar de viver mesmo quando, ainda assim, somos castigados pela própria existência. Isso nos impele às grandes experiências vitais que são excelentes e singulares oportunidades de crescimento.
Quando era criança ou adolescente, às vezes, ficava chateado por ver bobos e mais bobos alegres abduzidos pelo consumo, era cada um brinquedo que... Só faltava falar! Mas, quando criança, tinhamos algo de muito fecundo e que ninguém tirava: a imaginação. Com efeito, fazíamos uma vaquinha, íamos atrás de ferramentas e construíamos nossos próprios brinquedos, a exemplo de um carro de rolimã, com direito a direção de automóvel e tudo,só havia um problema: quase não chegava, na hora do revezamento para dirigir, a minha vez, pois a peste de meu irmão monopolizava tudo(rsrsrs!). E o quintal? Pra lá de recheado...
Quando era criança ou adolescente, às vezes, ficava chateado por ver bobos e mais bobos alegres abduzidos pelo consumo, era cada um brinquedo que... Só faltava falar! Mas, quando criança, tinhamos algo de muito fecundo e que ninguém tirava: a imaginação. Com efeito, fazíamos uma vaquinha, íamos atrás de ferramentas e construíamos nossos próprios brinquedos, a exemplo de um carro de rolimã, com direito a direção de automóvel e tudo,só havia um problema: quase não chegava, na hora do revezamento para dirigir, a minha vez, pois a peste de meu irmão monopolizava tudo(rsrsrs!). E o quintal? Pra lá de recheado...
Na adolescência, via, mais uma vez, a história se repetir: era tanto do bobo atrás das micaretas que pareciam verdadeiras procissões e altos mantras serem ''rezados'' em uníssono e tome doses cavalares de exclusão com cordão de isolamento e tudo o mais. De um todo, hoje, não vejo como coisas negativas, pelo menos, para mim, aquilo serviu para confirmar, na prática, a prostituição intelectual e musical que se via e se observa atualmente.
Além do quê, aquilo tudo me parecia ser felicidade que, quando criança, imaginava que seria na adolescência que, por sua vez, só chegava quando eu fosse adulto, melhor, quando eu iria comprar o meu carrão e ser mais um dandi metido a socialista, pode? (rsrs!).
No entanto, a vida nos chama a ser mais, a ir avante, para águas mais profundas, a viver o hoje, sem deixar perder de vista os horizontes, mirando-se nas possibilidades. Olhando para frente me faço presente sem me esquecer do passado e, com ele, aprendendo muito , e muito nessa nave espacial chamada Terra, embracando nessa grande escola do ser e do saber( e sem volta!) chamada vida.
Como falou o poeta: " Felicidade é arma quente" e só alcançamos à medida em que vivemos com responsabilidade e alteridade, sem jamais, perder de vista elementos como: solidariedade, bondade, desejo e a tarefa mais difícil que consiste no exercício do amor ao próximo.
Falar de felicidade é um tema polêmico e árduo e não tem como desvinculá-la da política, pois de acordo com Max Weber, a racionalidade do mundo industrial teria acabado com aquilo que ele chamava de "encanto do mundo.".
Com isso, não se trata daquele encanto de duendes e toda a sorte de superstição, e sim do advento da burocratização que tornar-se-ia o homem um ser preso a "gaiola de aço". Mais adiante, Erick Hobsbaw apontou que o fim do século passado seria marcado pela morte da utopias, como a queda do Muro de Berlim, as grandes lideranças políticas éticas e de esquerda caindo na vala comum em nome do poder, do sexo e do dinheiro, dessa santíssima trindade da pós-modernidade.
Bem, isso tudo foi para tentar falar um pouco do meu motivo de inventar de ser blogueiro por alguns minutos: por, para fora, tanto barulho que há em mim assim como em você, leitor, que me dá o privilégio de conversar com você. A vocês, que dedicaram um tempinho de suas vidas para a leitura desse textículo, o meu agradecimento pela partilha e felicitações de um ano-novo que jamais envelheça assim como os nossos ideais, utopias e quimeras.
Feliz 2011!!!!
Em tempo: Volpi, valeu pelo incentivo!!!
onde há dandi leia-se dândi!
ResponderExcluirContinue a escrever! Cara boa sorte esse ano e vamos unir nossos blogs para ver se quem sabe acontece algo de bom na internet! E a vida é isso mesmo nada para uns e tudo para outros. Uns só passam pela vida outros deixam a vida passar pelas suas vistas!
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